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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ovos que galinha não botou


Semana passada publiquei um texto do Blog do Juarez Nogueira com o título Manual de sobrevivência do eleitor em eleições repletas de vigaristas e por meio deste faço aqui uma ressalva sobre o "novo na política", de quem nunca se atentou a nada politicamente e agora na "hora H" diz ser a salvação desta cidade, será? Pras regras existem exceções , é verdade, mas quando se trata de política são raras e desconhecidas.

A renovação faz parte em qualquer parte, é arte no jogo. Mas também é verdade que o novo por aqui já nasce velho, na velhacaria de coligações velhas, no vínculo eterno com velhos partidários, em partidos que o único objetivo é a repartição dos lucros, onde os interesses vão além do bem comum e tentam exaustivamente uma Secretaria com porteiras fechadas e cofres incluídos.

Já temos por aí candidatos a vereadores prometendo obras de grandes proporções, com promessas fajutas ao pé do ouvido, de casa, comida e roupa lavada, de emprego garantido na casa da mãe Joana, tudo bem, é verdade que muitas vagas irão surgir, afinal, são mais de 500 contratados, mas bem mais verdade que isso é que existem meios legais para isso, ou seja, concurso público. E verdade bem maior que as anteriores é que função de vereador é legislar, se quer viver de fazer promessas vazias, que tivesse se candidatado a prefeito.

Como dizem; a política transforma homem bom em malandro, mas não transforma malandro em homem bom, e tem muito malandro pregando de bom moço. Há muitos candidatos que não sabem as funções e atribuições do cargo pretendido, no entanto sabe quanto ganha no final do mês, por aí tiramos conclusões.

O novo sem ter mérito é o velho sem ter obra, e igual com igual é a mesma coisa! É ovo que galinha não botou. Se botou está choco!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Casa da Mãe Joana


Juarez Nogueira
A expressão, conta o historiador Câmara Cascudo, deve-se a Joana I, rainha de Nápoles e condessa de Provença, que viveu na Idade Média. Teve uma vida atribulada e consta que passou a residir em Avignon, na França, por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles, da qual resultou a morte de seu marido André. Dizem outros que foi na verdade exilada pela Igreja, por causa de sua vida desregrada.
Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis de Avignon. Determinou que o lugar tivesse uma porta por onde todos pudessem entrar.
Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo.
Trazido para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-de-mãe-joana serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada faz o que quer, onde impera a desordem, o vale-tudo. Uma variante chula da expressão é cu-da-mãe-joana.
O termo também indica que tal casa não possui janela nem porta, onde todos entram e saem sem pedir licença, imperando, portanto indisciplina e desrespeito.
Conta-se que nos tempos do Brasil Império, durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro. Como esses pais-da-pátria mandavam e desmandavam no país, a frase "casa-da-mãe-joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda e salve-se quem puder.
Em 1960, a Casa da Mãe Joana, digo, a capital do país foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília.

E em Santana do Araguaia tem suas filiais mais ilustres, a Câmara e a Prefeitura Municipal onde vergonha serve apenas para Uns e para Outros é conversa fiada.