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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Asfaltos no buraco...




Pois bem, amigas e amigos do Café com Política, a cada dia que passa, nós, do sul do Pará, estamos cada vez mais isolados dos grandes centros por conta dos inúmeros asfaltos existentes nos buracos de nossas estradas....quer dizer.... bem, você entenderam....

A imagem acima demonstra um pouco a triste realidade da nossa BR 155, de responsabilidade da nossa president‘A’, (com “A” mesmo, como ela gosta) da República, Dilminha.

Como todos sabem, a federalização desta bendita estrada aconteceu em 2009 a pedido do Deputado Federal Zequinha Marinho (PSC), após uma solicitação da então Governadora Ana Júlia Carepa (PT).

A ideia de federalização até poderia ser boa, porém, o resultado foi desastroso. As regiões sul e sudeste continuam entregues às baratas e nossos gritos não chegam até Brasília, pois, por lá, há uma enorme e complexa cachoeira para se desbravar.


Enquanto isso, os “bitrens” das mineradoras que exploram indistintamente nosso subsolo continuam a destruir nossas estradas sem deixar um centavo como contribuição para a manutenção do asfalto.

Recentemente, o Blog foi à Palmas e ficou envergonhado quando fez uma comparação da estrada de lá com a daqui. Ao final, chegamos à seguinte conclusão: o de lá é asfalto; o daqui é falta de respeito.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Santana do Araguaia-Pa e o que fizeram dela


Santana do Araguaia se perdeu no tempo, já não sabe a diferença de progresso e regresso, segue a teoria de que todos os caminhos levam para um mesmo lugar e que inferno e céu são as mesmas coisas, depende do ponto de vista.

É Santana, a tua política se tornou mais suja, até então corrupção era excessão, hoje corrupção é regra, foi institucionalizada nas bases governistas e em suas alianças, um passado que resiste em passar, mais e outra vez...

Os teus bêbados, que ninguém amparou, deitados em tuas esquinas onde a luz do poste apaga, acende e apaga de novo, como estrela no céu, mas sem a mesma beleza, sem a mesma poesia. Os teus cachorros magros, que ninguém cuidou, viram latas de lixo em busca de algum alimento, com fome, a mesma fome de teu povo que um dos poucos poderes de mobilização é uma festa fuleira no bar da esquina, onde dificilmente não sairá alguém ferido, as vezes morto, onde aprendemos a beber cedo, a viver depressa e morrer jovens, talvez numa queda de moto na volta pra casa, sem CNH, sem capacete, mais um a habitar a cidade dos pés juntos (como diria minha avó).

A tua educação, a exemplo de boa parte do país, não prepara ninguém pra "porra nenhuma," -desculpe a expressão- é tão eficaz quanto fazer simpatia na entrada do Ano Novo e sonhar os mesmos sonhos e não realizar nenhum. A tua saúde parece doente, o artigo 331 do Código Penal nos diz que tipo de atendimento teremos no seu recinto.

Tudo bem Santana do Araguaia, cidade esperança no extremo sul do Pará, Pará? Esse é um detalhe que eu devia ter esquecido ou fingido não lembrar, não porque quero esquecer minhas raízes, mas porque quero esquecer que fomos esquecidos, essa é a nossa herança maldita. A única chance que tivemos, mesmo que remota, de nos apartar desse mal, os coronéis da política paraense acharam uma brecha pra burlar a Lei regida pela Constituição Federal (eles sempre acham um brecha que sirvam os seus interesses), e não só a parte interessada votou, votou também a parte desinteressada. Eramos um canto do Pará lutando contra um país inteiro. Vi estudos de economistas do Rio de Janeiro, de São Paulo, dos quinto dos infernos se opondo a divisão do Estado, uns desgraçados (mais uma vez me desculpe o termo) que nunca colocaram os pés nessa região, que nunca trafegaram pela BR 155 que liga Redenção a Marabá fazendo malabarismo, não trafegaram na BR 158 que liga Santana do Araguaia a Redenção onde temos que atravessar mais de 20 pinguelas onde as obras estão paradas a décadas, muito menos pela PA 411, que liga o Pará ao Tocantins, 45 km de barro intermináveis, que nunca passaram pela humilhação de tentar usar o celular mais de 50 vezes e não conseguir, só para dizer: - Mãe eu estou bem! Que não sabem o que é pagar energia de motor a diesel, que é de auto custo e uma merda e outros tantos problemas que eu poderia passar dias aqui recitando e não conseguir finalizar. O que mais me entristeceu foi assistir a entrevista de uma senhora de vestes humildes numa periferia de Belém, nossa capital, num bairro que não vale a pena citar o nome, mas vale dizer que é feio e fedido, o repórter perguntou: - A senhora é a favor da divisão do nosso Estado? Ela respondeu: - Mas quando? Queres dividir nossas riquezas! Eu me perguntei: - Que riqueza essa senhora tem? Ela nasceu no Pará, a cara e o sotaque não nega, mas o Pará não nasceu pra ela.

Na verdade o Pará nasceu para poucos, e minha cidade também vem negando o nascimento aos seus filhos,  mais uma Eleição se aproxima e o caos segue em frente com a mesma tranquilidade de sempre...