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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Liga da Justiça


Os super-heróis destemidos, que travaram os mais belos embates a favor do povo santanense, os autos proclamados: Liga da Justiça.

Ouvi os discursos de alguns dos atuais vereadores, não vi ali homens disputando uma reeleição, e sim uma espécie superior, quase  semi-deuses. Exemplos de honestidade, perseverança, heroísmo, de lutas a favor do povo, travadores de duelos de titãs...Ouvi até declarações de amor ao povo santanense (que honra, isso me inclui! rsrsrs).

Frases como essas parecem piadas, mas não é (As frases segue em vermelho, eu sigo em verde)... O compromisso continua! Com quem? Aonde? Certamente com essa cidade não é! Vou continuar lutando para o bem estar desse povo! Que povo? O povo da casa dele? Ou mudou o próprio nome para povo? Deve ser, pelo menos é a única explicação lógica que encontrei. Vou continuar defendendo o servidor público! Aquele que ele arranjou uma vaga? Um parente? Um amigo? Não irei continuar para preservar minha sanidade mental.

Hoje Santana está do jeito que está, saiba que grande parte da culpa é desses homens aí, que compõe a Liga da Justiça! Por que? Porque vendem fácil o que não tem preço, DIGNIDADE NÃO TEM PREÇO! 

Recito aqui Eça de Queirós:

POLÍTICOS E FRAUDAS DEVEM SER TROCADOS DE TEMPOS EM TEMPOS, AMBOS PELO O MESMO MOTIVO.

Quer um conselho amigo eleitor? 



quarta-feira, 18 de julho de 2012

O nosso mês de julho já não é o mesmo...


Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará (...)
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo (...)
Composição: Lulu Santos/Nelson Motta

Santana já não é a mesma! Isso é fato.

O nosso mês de julho é bem diferente do que era antes...

Tudo bem, é verdade, ainda temos veraneio, a bagunça geral, a poeira na cara, o ônibus lotado, a felicidade de ver o Araguaia... Mas alguma coisa faltou...

Cadê os filhos de Santana que vinham no mês de julho visitar suas famílias? Não vem mais? Por quê? As famílias também se foram? Ou Santana está tão ruim que nem os vínculos parentescos não fazem mais sentido? Cadê o turista?

É! Santana já não é a mesma! Mas Barreira dos Campos ainda é! Ainda é o mesmo distrito esquecido durante 11 meses do ano e lembrado no mês de julho pelos governantes, até pelo o seu representante maior (pelo menos é o que dizem as cartas soltas nas ruas como folhetim, quase pornográficas) (Esse ano com um detalhe absurdo, cadê a velha maquiagem na PA 411?). O Rio Araguaia continua lindo, esse as águas mudam, o curso muda, mas a beleza continua a mesma, tirando as latas de cervejas que descem rio a baixo...

A beleza disso tudo está na união do povo santanense, no nosso prazer imediatista por festas, como se fossem nossa maconha psicológica, que nos faz feliz por alguns instantes e depois nos mata aos poucos...

Então meus caros e caras amantes do Rio Araguaia banharemos nessas águas que banha nossa alma e leva nosso sonho ao mar e leva tudo mais que há...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Santana do Araguaia-Pa e o que fizeram dela


Santana do Araguaia se perdeu no tempo, já não sabe a diferença de progresso e regresso, segue a teoria de que todos os caminhos levam para um mesmo lugar e que inferno e céu são as mesmas coisas, depende do ponto de vista.

É Santana, a tua política se tornou mais suja, até então corrupção era excessão, hoje corrupção é regra, foi institucionalizada nas bases governistas e em suas alianças, um passado que resiste em passar, mais e outra vez...

Os teus bêbados, que ninguém amparou, deitados em tuas esquinas onde a luz do poste apaga, acende e apaga de novo, como estrela no céu, mas sem a mesma beleza, sem a mesma poesia. Os teus cachorros magros, que ninguém cuidou, viram latas de lixo em busca de algum alimento, com fome, a mesma fome de teu povo que um dos poucos poderes de mobilização é uma festa fuleira no bar da esquina, onde dificilmente não sairá alguém ferido, as vezes morto, onde aprendemos a beber cedo, a viver depressa e morrer jovens, talvez numa queda de moto na volta pra casa, sem CNH, sem capacete, mais um a habitar a cidade dos pés juntos (como diria minha avó).

A tua educação, a exemplo de boa parte do país, não prepara ninguém pra "porra nenhuma," -desculpe a expressão- é tão eficaz quanto fazer simpatia na entrada do Ano Novo e sonhar os mesmos sonhos e não realizar nenhum. A tua saúde parece doente, o artigo 331 do Código Penal nos diz que tipo de atendimento teremos no seu recinto.

Tudo bem Santana do Araguaia, cidade esperança no extremo sul do Pará, Pará? Esse é um detalhe que eu devia ter esquecido ou fingido não lembrar, não porque quero esquecer minhas raízes, mas porque quero esquecer que fomos esquecidos, essa é a nossa herança maldita. A única chance que tivemos, mesmo que remota, de nos apartar desse mal, os coronéis da política paraense acharam uma brecha pra burlar a Lei regida pela Constituição Federal (eles sempre acham um brecha que sirvam os seus interesses), e não só a parte interessada votou, votou também a parte desinteressada. Eramos um canto do Pará lutando contra um país inteiro. Vi estudos de economistas do Rio de Janeiro, de São Paulo, dos quinto dos infernos se opondo a divisão do Estado, uns desgraçados (mais uma vez me desculpe o termo) que nunca colocaram os pés nessa região, que nunca trafegaram pela BR 155 que liga Redenção a Marabá fazendo malabarismo, não trafegaram na BR 158 que liga Santana do Araguaia a Redenção onde temos que atravessar mais de 20 pinguelas onde as obras estão paradas a décadas, muito menos pela PA 411, que liga o Pará ao Tocantins, 45 km de barro intermináveis, que nunca passaram pela humilhação de tentar usar o celular mais de 50 vezes e não conseguir, só para dizer: - Mãe eu estou bem! Que não sabem o que é pagar energia de motor a diesel, que é de auto custo e uma merda e outros tantos problemas que eu poderia passar dias aqui recitando e não conseguir finalizar. O que mais me entristeceu foi assistir a entrevista de uma senhora de vestes humildes numa periferia de Belém, nossa capital, num bairro que não vale a pena citar o nome, mas vale dizer que é feio e fedido, o repórter perguntou: - A senhora é a favor da divisão do nosso Estado? Ela respondeu: - Mas quando? Queres dividir nossas riquezas! Eu me perguntei: - Que riqueza essa senhora tem? Ela nasceu no Pará, a cara e o sotaque não nega, mas o Pará não nasceu pra ela.

Na verdade o Pará nasceu para poucos, e minha cidade também vem negando o nascimento aos seus filhos,  mais uma Eleição se aproxima e o caos segue em frente com a mesma tranquilidade de sempre...



sexta-feira, 23 de março de 2012

A Cidade Nua


Santana do Araguaia está nua. Ninguém, em sã consciência (a não ser que esteja recebendo uns agrados por fora), afirmaria que a atual administração do município vai bem. O governo “agora é trabalho” (só o lema já é algo contraditório) é péssimo, tão ruim que ouvi da boca de um servidor, um anti-Alegria, “que saudade do Alegria!” O servidor errou na forma, mas acertou no conteúdo, saudade é uma palavra muito forte, e vem a tona o velho, mais eficiente ditado: trocamos seis por meia dúzia.
As causas mais evidentes da perca de credibilidade deste governo com a sociedade e os servidores estão na lentidão, na falta eficácia, de eficiência, na corrupção institucionalizada nas bases do governo e em suas secretarias, nos atrasos constantes de salários, na falta de remédio, na falta de reagente pra realizar exames de rotina, na falta de merenda escolar e na péssima qualidade da mesma, notas superfaturadas, nas ruas mal iluminadas, mesmos com uma empresa de eletrificação terceirizada para o serviço, na operação tapa buracos com entulho, na máquina encharcada de contratados e em justificativas incoerentes com a atual situação do município, como uma fuga da realidade.
A peça teatral interpretada pelo governo deste município, já esgotou seus figurinos, e agora atua como um monólogo, que quando fala, fala, fala e não diz nada, nada acontece. Padece no vício onde as palavras substituem a ação. Mas às vezes o monólogo se cala, julgando que silêncio e discrição são evidências de inteligência e ponderação, na maioria das vezes isso é mesmo falta do que falar. É uma pausa depois de um discurso sem pé nem cabeça, antes de outro que não tem começo, meio e nem finalidade.
A tranquilidade esboçada pelo governo será desistência de uma reeleição? É apenas mesmo só incompetência? Ou é também uma estratégia no verão dos sonhos, na última hora, facilitar os sobrepreços, numa espécie de corrupção em amor a Santana? Recordando que esse ano é ano eleitoral, e as “doações” são sempre bem-vindas...
O SIMSEPSA que poderia ser uma justiça que faz, que age, que lidera processos, que estimula o debate público, que poderia estar no centro dos debates, abandonou os servidores da saúde após 12 dias de atrasos de salários, no terceiro mês consecutivo, em outros tempos, no sexto dia útil do mês expediria um mandato de segurança pedindo para que seja realizado o pagamento, mas o sindicato agora serve a dois senhores, na última reunião realizada, uma das poucas onde os servidores foram realmente convocados, ficou marcada por um discurso de desespero, marcada pelo esquecimento do feito de Getúlio Vargas na Constituição de 1934, onde sancionou a lei de insalubridade, esqueceram a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), esqueceram que os guardas recebiam horas-extras até 2008, ignoraram que em janeiro o governo federal já tinha sancionado os 14,01% e negar o aumento seria defasar ainda mais um salário já defasado, porque ainda temos percas 8,99%, mesmo com o tal aumento, isso tudo se resume numa nota triste no jornal 3ª Via – o prefeito deu... – deu o escambau! São direitos adquiridos, não é favor, não é doação.
A peça teatral representada pelo governo, ainda não acabou, apesar de o figurino já está esgotado, a peça continua no ar até o último dia deste ano. Ainda veremos quantas obras serão inauguradas, sem ter sido realizadas no verão dos sonhos, o maior canteiro de obras, que só existe no mundo da imaginação. E a cidade nua mais uma vez pede socorro. Exagero? Exagero é a matéria-prima das piadas, mas essa piada não tem graça.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mini dicionário linguístico do Governo e Base Aliada de Santana do Araguaia


A
ALIANÇA GOVERNISTA - Maior ajuntamento de “traíras” que irão pular fora quando o barco tiver afundando, em julho deste ano, quando começar as campanhas eleitorais.
AUMENTO DE SALÁRIO - Repasse do Governo Federal.
AGENTE COMUNITÀRIO - 1. Vagabundos. 2. Desocupados. 3. Fazedores de bico.
B
BASE ALIADA - 1. Base alugada. 2. Bando formado por lideranças de diferentes partidos que arrendam a fidelidade ao governo, por prazo determinado,  em troca de secretarias com porteira fechada (cofres incluídos), nomeações para cargos públicos, familiares incluídos, dinheiro vivo e favores em geral.
BICHO DE PÉ - Oposição de menor calibre do governo, mas um dos poucos que mostra a cara.
C
CARGO DE CONFIANÇA - 1. Empregão reservado a amigos do Governo ou parceiros e parentes da base alugada, que nem precisam perder tempo com concurso para ganhar um tremendo salário sem trabalhar. 2. Pagamento de favor. 3. Bocada das boas.
CONTRATOS SEM LICITAÇÃO - Assalto aos cofres públicos sem risco de cadeia.
CONTRATOS - Maior programa de compra oficial de votos do Município.
CONTRATADOS - Peças fundamentais no PRJ (Matéria publicada no Blog dia 02 de março, para ver clique no link:
D
DITADURA DO PROLETARIADO - Forma de democracia tão avançada que dispensa o povo e os servidores de darem palpites porque o governo sabe tudo o que o povo e os servidores precisam.
DEUS – Usado em todos os discursos para justificar falta de capacidade.
E
EDUARDO DA MACHADO - Categoria em que devem ser enquadrados todos os partidos e indivíduos que não fazem parte do governo.
ESCÂNDULO - Palavra abolida do governo.
F
FAXINA ÉTICA - 1. Limpeza simulada para aumentar a sujeira.  2. Truque concebido para trazer a tona secretários e funcionários do segundo escalão dos governos passados. 3. Serviço executado por faxineiras que não conseguem viver sem lixo por perto.
FAXINEIRA - Fantasia usada pelo Governo para fingir que varreu o lixo empurrado para baixo do tapete ou guardado no bolso do avental.
FUTURO MELHOR - Explicação do Governo para atrasos de salários.
FESTA DO DIA DAS MÃES - Segundo maior programa de compra oficial de votos do município.
G
GOVERNABILIDADE - 1. Graça concedida a governantes, secretários e vereadores que são justos na divisão dos lucros. 2. Palavrão que justifica todas as barganhas entre o governo e a base alugada. 
GREVE -  Forma de chantagem a serviço dos opressores do povo (quando a paralisação prejudica o governo).
H
HIPÓCRITAS MAL AGRADECIDOS – Servidores contrários ao governo.
HOMEM DE POUCAS PALAVRAS – Como se define o chefe maior, julgando que silêncio e a discrição são evidências de pensamento e ponderação (Na maioria das vezes isso é mesmo falta do que falar).
HOSPITAL MUNICIPAL - Única alternativa reservada a quem não tem dinheiro para procurar tratamento fora da cidade.

I
IMAGINAÇÃO - Maior canteiro de obras que só existe no mundo dos sonhos e ninguém nunca viu.
INCLUSÃO SOCIAL - Doação de prêmios em praça pública.
INUDAÇÃO - Desastre natural provocado por chuvas fortes na Zona Rural que, embora se repitam em todos os verões desde o século passado, continuam surpreendendo o governo.
J
JUSTIÇA SOCIAL - Expressão que induz um catador de lixo a acreditar que a única diferença que o separa de um vereador é que um deles dá gorjeta e o outro recebe.
K
KKKKKKKKKK - Risos.
L
LAGO – Lamas que fecham uma rua inteira.
M
MÍDIA GOLPISTA – 1. Imprensa independente. 2. Jornal 3ª via. 3. Blog Bicho de Pé.
N
NÉ? - Sinônimo de “não é?” usada pelo governo para permitir que os neurônios repousem alguns segundos depois de uma frase sem pé nem cabeça e antes de outra que não tem começo, meio ou fim.
NUNCA ANTES NESTA CIDADE - 1. Expressão decorada pelo chefe maior para mencionar que Santana do Araguaia começou em maio de 2011 e que foi ele quem fez tudo.
O
OU SEJA - Expressão usada pelo chefe maior para avisar que, como também não entendeu o que acabou de dizer, vai recitar o mesmo mistério com outras palavras.
ORÇAMENTO – Maneira de saber se vai sobrar uma pontinha particular.
P
PREFEITURA - 1. Mãe. 2. Casa, comida e roupa lavada. 3. Vaca. 4. Prostituta.
PEDRA FUNDAMENTAL - Obras que serão construídas no verão dos sonhos.
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA - Figura jurídica usada em Santana do Araguaia para ensinar que todo culpado que faz parte do governo é inocente.
R
RECURSOS NÃO-CONTABILIZADOS -  Dinheiro extorquido sem recibo de donos de empresas que enriquecem com a ajuda do governo, empreiteiros de obras públicas ou publicitários presenteados com contratos sem licitação.
S
SEGUNDO ESCALÃO - Cabide de empregos que o governo usa para estimular, saciar ou diminuir a fome e a sede dos seus favorecidos.
SINDICALISTAS - Amigos íntimos do governo.
SIMSEPSA - Entidade que representou os servidores municipais até ser municipalizada e passar a servir a dois senhores.
T
TRABALHO - Palavra usada para justificar todas as palhaçadas do governo, inclusive atrasos de salários.
U
UNIÃO - Reunião em lugares fechados, onde um “peida” e todos sentem juntos.
V
VAGABUNDOS - Servidores que reivindicam seus direitos.
VEREADORES - 1. Parasitas. 2. Sanguessugas. 3. Base alugada.
X
X DA QUESTÃO - Ninguém nunca sabe qual é.
Y
YURE NICOLAU - 1. Servidor público revoltado com o governo.

ZERO ZERO BOLOTA QUEM QUISER BATE NA PORTA - Número  de vários órgãos públicos que não tem uma linha telefônica para atender a população.

Para mais sugestões de palavras, adicione como comentário...
O BICHO DE PÉ AGRADECE.

(De Reinaldo Azevedo, adaptado por Yure Nicolau para a política local)