segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Voltei! Blog Bicho de Pé na área...

Para quem pensou que eu tinha morrido, estava doente, me vendido, sentiu falta de mim... seja lá o que for estou de volta! Para quem não pensou nenhuma das alternativas anteriores também estou de volta! E vou logo dizendo:

RELIGIÃO NÃO DÁ CERTIFICADO DE CARÁTER A NINGUÉM. POR ISSO ABRA OS OLHOS!!!


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Câmara Municipal é o Poder mais caro e mais vulnerável à corrupção


As câmaras municipais, apesar de próximas fisicamente dos moradores, são o Poder menos transparente, mais vulnerável à corrupção, que menos presta contas aos eleitores e um dos mais caros aos cofres públicos. O custo dos legislativos nos 5.565 municípios brasileiros em 2011 foi de R$ 9,5 bilhões, ao considerar apenas as despesas declaradas.
O valor gasto com as câmaras é o equivalente a cinco orçamentos anuais do Ministério da Cultura. E este custo anual poderá ultrapassar os R$ 15 bilhões em 2013, quando um contingente maior de vereadores entrará em cena, e com salários maiores que os atuais – dinheiro suficiente para pagar por quase um ano os 13 milhões de benefícios do Bolsa Família (R$ 19 bilhões). Na eleição de outubro, 432.867 candidatos disputam as 57.434 vagas de vereadores. O número de vagas cresceu mais de 10% em relação a 2008 (52.008 vereadores) por força da aprovação de uma emenda constitucional, cuja validade se aplica agora.
Miniaturas do Congresso, os legislativos municipais, além de custar caro aos bolsos dos contribuintes e de ter pouca transparência, na maioria das vezes servem apenas para dizer amém aos planos traçados pelos prefeitos.
Fiscalizar os atos do Executivo, que seria a principal tarefa de uma câmara municipal, está apenas na carta de boas intenções. Na maioria das cidades, os vereadores são cooptados pelo poder local e fazem vista grossa aos atos e omissões do chefe da prefeitura.
Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, avalia que a função das câmaras de vereadores foi esvaziada nas últimas décadas. Justamente por causa da “força” exercida pelo Executivo:
– Os vereadores não cumprem seu papel, não fiscalizam. Quem legisla, de fato, é o Executivo. Os prefeitos compram suas bases por meio da distribuição de cargos – afirma Abramo.
Segundo Abramo, as câmaras municipais são as menos transparentes de todos os poderes. Tudo que acontece na esfera nacional, acontece na esfera estadual e é muito pior nos municípios – ele conclui.
Leia mais, aqui.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tamo junto e misturado! Mas isso só pode dá gororoba!


Contagem regressiva... Está chegando a hora...

Estamos todos diante de uma grande e difícil tarefa: decidir os rumos de nossa sofrida cidade para os próximos quatro anos. Vemos por aí um festival de vídeos esclarecedores e outros catastróficos, como aquele que diz que serão necessários 16 anos para Santana começar a ter cara de cidade, aí eu me pergunto o que será feito nos 15 anos anteriores a esse? Vemos por aí acusações, brigas e intrigas, processos e excessos, todo mundo é alvo...

O eleitorado santanense em sua grande maioria são analfabetos políticos (Tristeza maior é saber que o que mais temos são políticos analfabetos políticos, que não tem independência econômica alegando que vai ter independência política. Isso é irrisório!), o santanense eleitor é o mesmo não leitor, que são iludidos e dilubriados por ilusionistas que muito deles são capazes de vender até a mãe em troca de um bom cargo na nossa grande porca leiteira (Prefeitura Municipal) e dessa forma mais uma vez incompetentes serão premiados, isso é uma das causas que levou a perda de boa parte dos recursos da Saúde (SEMUS). 

Na teoria é bonito "quanto mais partidos e partidários juntos melhor em torno de uma campanha", isso até parece apoio, mas na prática a coisa perde a beleza, grandes investimentos requer lucros maiores, isso é fato. O que mais tem por aqui são partidos e partidários que vendem apoio em troca de secretarias, de cargos de confiança com familiares e amigos incluídos gerando despesas desnecessárias e inchaço na folha de pagamento. Não compartilho dessa ideologia política do "tamo junto e misturado", como já disse outras vezes aqui nesse blog, bosta não tem bússola, nem GPS e pode sujar todo mundo que está por perto, e o resultado dessa mistura pode gerar uma gororoba difícil de engolir. 

Não é o que é visível aos olhos que é espantador nesse espetáculo da eleição, é o que há por trás da cortina, as entranhas dos relacionamentos partidários. Não me venha com essa que o que olhos não vêem o coração não sente, porque ninguém (quer dizer, quase ninguém) viu alguém pegando R$ 1,00 dessa prefeitura e colocando no bolso, mas as irmãs siamesas MÁ GESTÃO E CORRUPÇÃO afundaram essa cidade, e o coração sentiu sim, principalmente o coração de quem foi internado no hospital e o tratamento foi falho por falta de medicamentos, o coração de quem foi aos postos de saúde e não encontrou médicos, de quem mandou o filho para escola e ele voltou antes do término da aula porque não tinha merenda escolar, de quem esperou o pagamento no final do mês e mais uma vez atrasou, muitos corações doeram sim mesmo os olhos não tendo visto nada.

Antes de votar faça uma triagem com o seu voto, porque na tecla verde da urna eletrônica está escrito CONFIRMA e não FODA-SE.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sorria, aqui tudo é alegria


Texto muito bom de  Carlos Brickmann, colhido no bom Blog do Juarez Nogueira.

Se o caro leitor não puder almoçar seu arroz com feijão, salada, bife e sobremesa, resolva o problema com uma folha de alface, duas ervilhas e um grão de milho. Pode não ser satisfatório, mas o caro leitor não deixou de almoçar. Se o caro leitor ganha muito pouco e está abaixo da linha da pobreza, resolva o problema com as estatísticas do Governo Federal: de acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidente Dilma Rousseff, quem ganha mais de R$ 291 mensais integra a classe média. Assim foi possível fazer com que 35 milhões de brasileiros se alçassem à classe média nos dez anos de Governo petista.
É simples assim: uma pessoa não precisa ganhar mais de dez reais por dia para entrar na classe média. Um casal que ganhe, em conjunto, R$ 582 mensais será também de classe média.
Pronto: no Brasil, só é pobre quem quer.
Mas há limites para ser de classe média. Quem ganhar a partir de R$ 1.019,10 por mês será de classe alta. A história de achar que classe alta é coisa para Eike Batista está errada: neste país em que se plantando tudo dá (especialmente notícias), até professor, mesmo ganhando o que ganha, pertence à classe alta. O pessoal que tem recursos para comprar deputado mensaleiro, dar carona de jatinho a quem toma decisões sobre concorrências, fotografar a esposa usando sapatos de sola vermelha, esse nem chega a ter classificação. Político corrupto, dos que trocam apoios por Ministérios, está tão alto que a verdade se restabelece sozinha: este não tem classe, nem categoria.
A classe média (de verdade) paga a conta.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pesquisa CFC CARTRAN: 45 ou 15

Para participar da Pesquisa do CFC CARTRAN é fácil, é só comparecer no local, ao lado do Detran. Você que é do 15 ou do 45 compareça e vote, faça valer a democracia!!!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Insegurança

bicho-de-pe-santanadoaraguaia.blogspot.com.br
Mais uma vez fomos reféns do medo, mais uma vez tivemos o nosso bang-bang ao vivo e a cores que acontece a cada três meses. Podem até dizer que insegurança é um problema no país inteiro, só que é irresponsabilidade afirmar que nada pode ser feito. Por que não pode? No país do futebol e carnaval, onde segundo pesquisa do Fiesp 69 bilhões por ano é o custo da corrupção aos cofres públicos (Para ver matéria clique aqui) é vergonhoso as atitudes de larápios que vivem a custa do povo e se acham melhores que os assaltantes apenas pelo o fato de não matarem com as próprias mãos ou de não usarem armas para roubar, a culpa é desses Senhores que pouco fazem jus aos cargos e as funções atribuídas a eles, tanto no poder legislativo, executivo e judiciário, em todas as esferas, municipais, estaduais e federais.

Santana do Araguaia localiza-se no extremo sul do Pará, é o portal de entrada e saída para Tocantins e Mato Grosso e também é a casa da mãe joana onde todo mundo entra e sai sem nenhum respeito, onde o número de policiais chega a ser risível quando comparado ao número de habitantes, onde fomos esquecidos pelo Poder Estadual e Federal, parece não estarmos incluídos no discurso da PresidentA Dilma e não somos queridos e queridas dela.

Falta iniciativa do Poder Executivo e Legislativo desse município, porque constantemente somos vítimas dos nossos pequenos marginais e nossas casas são destelhadas e surrupiadas e nossos bens pessoais se vão e transformam-se em pequenas pedras de crack, os assaltos aos Bancos e a Casa Lotérica se tornou rotina. Nada é feito no sentido de aumentar o número de policiais efetivos na cidade, pois se existir alguma iniciativa, pelo menos um documento protocolado junto ao governo do Estado por algum atual vereador ou prefeito, que me provem o contrário, porque dessa maneira vamos continuar com medo de receber nossos salários nos bancos em horário comercial, vamos continuar não podendo deixar nossas casas sozinhas e podemos preparar o coração para assistirmos mais essa cena repetitivamente.

Vejam as fotos:













quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A privada da vida comédia

bicho-de-pe-santanadoaraguaia.blogspot.com.br

Estamos todos no meio de um grande circo, onde muitas vezes nós somos o público, outras somos os palhaços, os equilibristas. Existe uma comédia em cada comício, os gestos, o jeito, as frases feitas, as desfeitas, as incompletas, as frases sem pé, nem cabeça, nem sentido, as promessas quase irrealizáveis. Nunca fomos tão amados em toda nossa vida, ouvi declarações, juras de amor com tão grande eloquência ao povo santanense, nunca vi tanta honestidade, fé, trabalho, competência reunidos em um só lugar, em uma só pessoa, humildade declarando grandezas.

Na política noturna santanense acontece de tudo, como um "boa noite" inusitado: - Boa noite "alegretes"! Coberto de vaias e risos, ironia como se o passado não tivesse desencarnado e deixasse transparecer em mensagens subliminares, ou o candidato a vereador que nunca acerta o nome do bairro em que está, e já prometeu que não vai errar a cidade, como se ele fosse candidato em várias cidades, ou aquele outro que mal conseguiu agradecer a presença da família, com direito a remixe (QQQQQQQQ), ou aqueles que nunca lembram de dizer o número, ou o candidato a vereador que prometeu construir uma escola e uma creche, deve ser com recursos próprios, que essa frase já virou até clichê por aqui, mas nenhum superou aquele coligado ao 15 e em palanque, como um desejo interno que aflorou e veio a tona,  e pediu voto para o 45, as vaias foram imediatas, deve ter ido embora escondido para não apanhar.

É emocionante assistir todos em um mesmo palco, gregos e troianos, americanos e iranianos, quem antes se odiavam agora fazem juras de casamento eterno, em abraços fraternos, na nova ideologia política " de tu é nosso e nós somos teu". Isso é Brasil! Isso é Santana do Araguaia!

Estamos todos esperando os fins, porque os meios não são nenhuma obra prima, pelo contrário, há um desfile de horrores cômicos e ao mesmo tempo trágicos. É a privada da vida comédia, por isso caro amigo eleitor se o candidato fulano, beltrano, ciclano, seja lá qual for quer pagar pelo o seu voto, ACEITE! Pois esse dinheiro também é seu, se não é será, porque no final é você que paga a conta, mas vote em outro, afinal de contas falsas promessas trocadas não dói.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alencar 45 x Eduardo 15

bicho-de-pe-santanadoaraguaia.blogspot.com.br

Não é tão difícil assim entender o momento político que Santana vem passando nos últimos dias. Os candidatos vem pagando por erros estratégicos de campanha ou erros de um passado não tão distante. O lotes do Bairro Seringal e a desistência da sua última candidatura, ainda pelo PTB em 2008, sempre serão um câncer maligno na campanha do candidato Alencar (PSDB). Eduardo da Machado (PMDB) abraçou o mundo com as pernas, e nas pernas tropeçou, fez alianças com 14 partidos, acolheu para si muitos frutos bons, mas ainda mais ervas daninhas, que mais do que ajudado tem atrapalhado o andamento de sua campanha. Agora os candidatos trocam alfinetadas e garfadas em palanque, por mais que sejam quase subliminares, sempre tem uma nova.


Hoje Santana vive um momento de suspense, de dúvidas, perguntas sem respostas. Quem vai ganhar ainda não sabemos. O que nos resta é o palpite, o cara ou coroa, o corte no olho da bananeira, a torcida, o voto, principalmente o voto.

Política Nacional: Dilma relembra sua natureza, faz propaganda eleitoral com dinheiro público, mistifica sobre o passado e ainda tenta sequestrar a estabilidade para o petismo! Foi o seu pior momento em dois anos!

Por Reinaldo Azevedo

O PT não reconhece a diferença entre estado, partido e governo. Não é uma disfunção particular, uma invenção sua, um traço distintivo. É herança de um pensamento. O partido é herdeiro dos dois grandes totalitarismos do século passado, o fascismo e o socialismo. Como já escrevi aqui tantas vezes, o primeiro, seguindo a fórmula de Giovanni Gentile, preconizava “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Os socialistas trocaram o “estado” pelo partido, mas a essência é a mesma.
Dilma já havia atravessado o sinal quando emitiu uma nota, com chancela da Presidência da República, para responder a um artigo de FHC, que, de resto, em essência, lhe era injustamente elogioso, fazendo dela uma espécie de vítima de alguns destrambelhamentos do antecessor. Critiquei seu texto. Dilma ajudou a fabricar a “herança”; é uma das principais responsáveis por algumas dificuldades que o país enfrenta na área de infraestrutura. Adiante. Aquela nota, com algumas grosserias desnecessárias desferidas contra o tucano, já era uma evidência de uso de uma instituição do Estado — o Poder Executivo — e de uma repartição do governo — a Presidência da República — para fazer um desagravo de natureza partidária (ao PT) e política (a Lula). Ora, o partido dispõe de medalhões em penca para responder. Mas a cúpula dos companheiros praticamente exigiu uma resposta. A imprensa áulica chegou a noticiar que os petistas “aprovaram” a reação de Dilma… Não me digam! Só não fiquei de queixo caído com a notícia porque já aprendi a não me surpreender com essa gente.
Muito bem! Achando que aquela nota havia sido pouca coisa, que não havia se despido o suficiente do necessário manto do decoro que o cargo lhe impõe — chefe do governo e representante maior da esfera executiva do estado —, Dilma resolveu entrar no ar no intervalo da novela “Avenida Brasil” (ela queria Ibope alto!) para fazer seu suposto pronunciamento oficial sobre os 190 anos da independência do país.
O que se viu ali — íntegra do pronunciamento aqui — foi a presidente da República a usar a estrutura do estado e do governo para fazer proselitismo de natureza partidária e, é inescapável apontar, dado o período, também eleitoral.
Sim, sim, como de hábito, a fala oficial veio recheada com aquelas mentiras de tom grandiloquente, que nos enchem o peito de orgulho cívico. Todos gostaríamos de morar no país dos presidentes, nos estados dos governadores, nas cidades dos prefeitos, não é? Eles têm sempre um olhar bastante direcionado para tudo o que há — e sobretudo para o “a haver” — de bom. Dou de barato que políticos tenham de usar, de vez em quando, essa linguagem miserável para se comunicar. Assim, a presidente foi à TV para declarar que estávamos, pasmem!, vivendo uma “nova arrancada”. O país cresceu 2,7% em 2011. Neste ano, deve ficar pouco acima de 1,5% — Guido Mantega anunciava 4% não faz seis meses… Nova arrancada!
Dilma não teve medo do ridículo, não! Enfrentou-o com altaneira galhardia e, para espanto do mundo — se o mundo desse bola para o que ela diz —, anunciou um “um modelo de desenvolvimento inédito”. “Inédito”, vocês sabem, mesmo nos tempos petistas, quer dizer “inédito”, jamais vindo à luz. E ela explicou como foi que o petismo resolveu botar de pé esse ovo de Colombo: esse modelo seria baseado no “crescimento com estabilidade, no equilíbrio fiscal e na distribuição de renda”.
Parem as máquinas!
Cesse tudo o que antiga musa canta!
O planeta faça alguns minutos de silêncio.
Nunca antes na história da humanidade — afinal, tratamos de algo “inédito” —, um governo tinha tido a ousadia de juntar estabilidade, rigor fiscal (quem dera fosse verdade!) e distribuição de renda. Ainda que o PT tivesse mesmo conseguido juntar esses três ingredientes em doses apreciáveis, será esse modelo “inédito”? A Europa — em crise, sim!, hoje — forjou o seu estado de bem-estar social de que modo? Dilma decidiu recorrer ao diminutivo, certa de que ninguém perdeu poder, eleição ou dinheiro por infantilizar o povo: “O nosso bem-sucedido modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão.”
“Palavrinhas mágicas”???
Quem tirou o coelho da cartola?
Lula? Dilma?
Ela resolveu atribuir o casamento dessas “palavrinhas” às gestões petistas. Segundo disse, o “novo ciclo de desenvolvimento” vai “alargar bastante o caminho de afirmação e independência que nosso país vem construindo, com muita garra, nos últimos dez anos”.
Entenderam? A “afirmação e independência” vêm sendo construídas nos “últimos dez anos”, nas gestões petistas. Antes, não! No princípio, era o caos. Mas aí se fez a luz. Foi o pior momento da presidente em dois anos de governo. O que vou escrever aqui não é novidade, mas não me importo. Se eles podem ficar repetindo mentiras sem corar, eu posso ficar repetindo verdades sem me constranger. A ESTABILIDADE BRASILEIRA — OU ISSO A QUE SE CHAMA ASSIM — EXISTE APESAR DO PT, NÃO POR CAUSA DELE. E O PT EXISTE NO PODER POR CAUSA DA ESTABILIDADE.
Na oposição, o partido sabotou todas as ações — TODAS, SEM UMA MISERÁVEL EXCEÇÃO — em favor da estabilidade. Vocês conhecem o elenco: foi contra o Real, foi contra as privatizações, foi contra as reformas, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E porque algumas dessas medidas custaram ao governo desgaste junto à opinião pública, o petismo se construiu como alternativa. No poder, aproveitou-se das medidas cuja implementação tentou impedir.
A Dilma que disputava eleições, como todo candidato, podia mentir um pouquinho, fazer promessas que jamais cumpriria — não vai entregar os três milhões de casas até 2014 ou as mais de 6 mil creches, só para citar duas. A presidente da República, no entanto, tem um compromisso com a verdade que lhe é imposto pelo decoro do cargo. Afirmar que a estabilidade é obra de seu partido é um sequestro da história, perpetrado em cena aberta pela presidente que criou, ora vejam!, uma “Comissão da Verdade”. Se um grupo a serviço do estado com esse nome já é um achincalhe à inteligência, depois do discurso do dia 6, virou uma piada.
Descolada ainda do compromisso de falar a verdade, anunciou a presidente:“Ao contrário do antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência, o nosso sistema de concessão vai reforçar o poder regulador do Estado para garantir qualidade, acabar com os monopólios, e assegurar o mais baixo custo de frete possível.”
Os fatosPoucos se lembram, mas eu me lembro, que Dilma anunciou justamente para as estradas federais o seu revolucionário método de concessão. Deu-se em 2007. Elio Gaspari até chegou a ficar encantado, como sabem. Antevi a falência de sua obra no mesmo dia. Tanto é verdade que agora ela decidiu lançar um novo programa. E, como se vê, faz questão de satanizar o passado.
Ora, ora, ora… As ferrovias também são concessões. E estão submetidas a uma agência reguladora. O PT está no poder há dez anos. Então assistiu ao insucesso de uma determinada prática e deixou tudo como está? Por que o governo não usa os instrumentos legais que têm para garantir a eficiência do sistema? Porque é incompetente!
Desde o governo Lula, o país vive engabelado por planos mirabolantes de aceleração dos investimentos e do crescimento que, não obstante, não saem do papel. Como informava Fernando Dantas no Estadão de ontem, “a taxa de investimento da economia brasileira caiu quase o tempo todo durante o governo de Dilma Rousseff, indo na direção contrária ao objetivo da presidente de levá-la ao nível de 22% a 23% do Produto Interno Bruto (PIB).” Ou ainda: “Dilma iniciou seu mandato com uma taxa de investimento acumulada em quatro trimestres de 19,46% do PIB, que caiu para 18,83% em junho de 2012, tornando cada vez mais difícil alcançar o objetivo.”
Essa é a verdade dos fatos.
Não! Eu não espero que um governante vá à TV dizer verdades incômodas sobre o país ou sobre a sua gestão. Mas é o fim da picada que ocupe a máquina do estado para o simples proselitismo, como fez a presidente — esquecendo-se, entre outras coisas, de que exerce seu cargo para todos os brasileiros, inclusive e muito especialmente para quem não votou nela ou em seu partido. O que distingue a democracia da ditadura não é necessariamente haver um governo que conte com o apoio da maioria — todos os facínoras, num dado momento, gozaram de prestígio popular. O que distingue a democracia da ditadura é o fato de que se respeitam as vozes da minoria, dos que divergem, dos que dissentem, dos que discordam. Ao tentar sequestrar, mais uma vez, a história, Dilma se esqueceu de que também é presidente dos adversários que tiveram sua obra pisoteada.
Dilma errou no conteúdo, errou no tom, errou até no tempo. Amanhã, anunciou ela naquele discurso, divulga o pacote para baratear a energia doméstica e das empresas. Que tenha, nesse ato, o decoro que não teve no pronunciamento do dia 6. E que tome o cuidado ético — será? — de não associar esse anúncio à sua entrada no horário eleitoral do PT.
Os petistas, especialmente a ala sindical ligada aos servidores, estão bravos com a presidente. Ela resolveu acenar para o petismo lulista com aquela nota atacando FHC e com o pronunciamento desta quinta. Lembrava, afinal, o que alguns tentam — até o ex-presidente tucano — esquecer de vez em quando: afinal de contas, ela é um deles, ainda que não seja a preferida da turma.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Liga da Justiça


Os super-heróis destemidos, que travaram os mais belos embates a favor do povo santanense, os autos proclamados: Liga da Justiça.

Ouvi os discursos de alguns dos atuais vereadores, não vi ali homens disputando uma reeleição, e sim uma espécie superior, quase  semi-deuses. Exemplos de honestidade, perseverança, heroísmo, de lutas a favor do povo, travadores de duelos de titãs...Ouvi até declarações de amor ao povo santanense (que honra, isso me inclui! rsrsrs).

Frases como essas parecem piadas, mas não é (As frases segue em vermelho, eu sigo em verde)... O compromisso continua! Com quem? Aonde? Certamente com essa cidade não é! Vou continuar lutando para o bem estar desse povo! Que povo? O povo da casa dele? Ou mudou o próprio nome para povo? Deve ser, pelo menos é a única explicação lógica que encontrei. Vou continuar defendendo o servidor público! Aquele que ele arranjou uma vaga? Um parente? Um amigo? Não irei continuar para preservar minha sanidade mental.

Hoje Santana está do jeito que está, saiba que grande parte da culpa é desses homens aí, que compõe a Liga da Justiça! Por que? Porque vendem fácil o que não tem preço, DIGNIDADE NÃO TEM PREÇO! 

Recito aqui Eça de Queirós:

POLÍTICOS E FRAUDAS DEVEM SER TROCADOS DE TEMPOS EM TEMPOS, AMBOS PELO O MESMO MOTIVO.

Quer um conselho amigo eleitor?