quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Política nacional: Os 11 do Supremo começam a decidir hoje o destino de 200 milhões, não apenas de 38 pessoas


O Supremo Tribunal Federal começará a decidir hoje, caso não seja atropelado ou se deixe atropelar por alguma manobra, que cara pode ter o Brasil nos próximos cinco, dez, quinze, cinquenta anos… Se os ministros da Corte — sempre atentos às provas, claro!, mas cientes de que corruptos profissionais não costumam deixar ato de ofício — disserem ao país que são inaceitáveis os episódios reunidos sob o nome-fantasia “mensalão”, então temos futuro ao menos, desde que passemos a fazer as coisas certas. E só há uma maneira de eles dizerem isso: condenando os réus. Se, por outra, a maioria decidir inocentá-los, especialmente ao núcleo duro do escândalo (José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério), então, meus queridos, será o caso de rezar. Porque a esse eventual resultado desastroso se seguirá um verdadeiro tsunami de imoralidades. Afinal, se aquelas são transgressões menores, que não merecem o peso de uma pena, então tudo é permitido entre o Oiapoque e o Chui.
Guardemos estes nomes: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Eles não estão decidindo apenas uma pequena parte da vida de 38 pessoas. Eles estão decidindo é o destino de 200 milhões de brasileiros e de outros milhões que estão por vir. Guardemos esses nomes: eles poderão restar na história como personagens de um marco histórico: o dia em que as leis brasileiras disseram aos poderosos que eles não podem tudo. Guardemos esses nomes para que sejam decorados por nossos filhos e por nossos netos. Eles poderão vir um dia a ser exaltados como os protagonistas do dia do “Basta!” Mas também poderão ser execrados como exemplos acabados de promotores da impunidade.
Não se deixem intimidar pela rede petralha, que vem com a tese furada, vigarista, de que tudo não passou de caixa dois de campanha, coisa menor, quase uma besteirinha. Não se deixem sequestrar pela falácia. Se usaram o dinheiro para pagar dívidas de campanha ou para tomar Chicabon, isso não muda a natureza dos crimes cometidos para obter os recursos. Eu insisto neste ponto: tanto pior se a dinheirama ilegal, vinda de empresas e órgãos públicos, foi usada para financiar eleições. Isso quer dizer que recursos públicos foram empregados para fraudar um dos pilares da democracia. Se a turma tivesse usado a grana para cair na farra, acreditem!, seria igualmente grave do ponto de vista moral, mas menos deletério no que concerne à ordem democrática.
Os 11 do Supremo estarão escolhendo um futuro para o país. Então não é esta a Casa que, num impulso moralizante — ainda que eu ache a tese discutível —, aprovou a Lei do Ficha Limpa? Que limpeza espera da política quem, na prática, condescende com o uso do dinheiro público como se privado fosse, usado para financiar partidos políticos e parlamentares? Se houve crime eleitoral também — e isso parece incontroverso —, ele está no uso que se fez do dinheiro, não na maneira usada para consegui-lo.
Exemplo de lambança
Já reproduzi aqui e faço-o de novo trecho do relatório da CPMI dos Correios que explica como funcionavam os “empréstimos” feitos pelo Banco do Brasil às agências de Marcos Valério. Vale a pena reler:
1.2 – O Banco do Brasil e empresas associadasAs ligações das agências do Senhor Marcos Valério com as empresas do governo podem ser a fonte dos recursos que foram destinados às pessoas indicadas pelo Sr. Delúbio.
Pode-se tomar como exemplo o contrato de publicidade e propaganda celebrado entre o Banco do Brasil e a empresa DNA, que foi objeto de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União em que se constataram irregularidades na sua execução.
Os Bônus de Volume, diferente de bonificação, deveriam ter sido transferidos ao Banco do Brasil, de acordo com o contrato, mas não o foram. O Banco, por seu turno, não tomou as medidas para receber esses valores, em descumprimento aos arts. 66 e 67 da Lei n° 8.666/93 e às cláusulas contratuais. Segundo o TCU, o prejuízo pode ter chegado a RS 37.000.000,00.
A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento – Visanet – e a Servinet também podem ter sido utilizadas pelo Banco do Brasil para repassar recursos ilegais à DNA. Essas empresas repassaram, à DNA, R$ 91.149.916,18 no período de 2001 a 2005 e, segundo o Senhor Antônio Luiz Rios (sócio das duas empresas), não mantinham contrato com a DNA. Conforme seu depoimento, desde 2001 os pagamentos à DNA pela Visanet são oriundos do Programa “Fundo de Incentivo Visanet”, proposto pelo Banco do Brasil, sendo que os repasses se davam mediante autorização do Banco.
A CPM1 rastreou os dois maiores créditos efetuados pela Visanet à DNA – R$ 23,3 milhões em 20/5/2003 e R$ 35 milhões em 12/3/2004 e verificou que:
a) quanto ao crédito de RS 35 milhões, observa-se que, em 12/3/2004, a Visanet depositou R$ 35 milhões na conta da DNA no Banco do Brasil; no dia útil imediato, a DNA transferiu R$ 35 milhões para outra agência do Banco do Brasil e, no mesmo dia, aplicou R$ 34,8 milhões em fundo de investimento do Banco; pouco depois, em 22/4/2004, a DNA efetuou uma TED de R$ 10 milhões a crédito do Banco BMG, referente à compra de certificados de depósito bancário; quatro dias depois, em 26/4/2004, foi concedido empréstimo de exatos R$ 10 milhões do Banco BMG a Rogério Lanza Tolentino & Associados. Como garantia, apenas o aval de Marcos Valério Fernandes de Souza e Rogério Lanza Tolentino e a aplicação financeira da DNA junto ao BMG acima referida. Apenas após a instalação da CPM1 foi proposta a execução judicial do crédito.
b) no tocante ao crédito de RS 23,3 milhões, verifica-se que, em 19/5/2003, a Visanet depositou R$ 23,3 milhões na conta da DNA no Banco do Brasil; no dia seguinte mesmo, a DNA aplicou R$ 23,2 milhões em fundo de investimento do próprio Banco do Brasil; depois, estranhamente, em 26/5/2003, a SMP&B, também pertencente a Marcos Valério, tomou empréstimo de R$ 19 milhões no Banco Rural. Há fortes indícios de que esses empréstimos, na verdade simulados, serviram de fonte de recursos para distribuição de dinheiro, conforme admitiram os próprios envolvidos, Srs. Delúbio Soares e Marcos Valério.
(…)
VolteiDeu pra entender a lambança? Sim, senhores! Os 11 do Supremo estarão dizendo se o Brasil passará a considerar corriqueiras essas práticas. Não adianta! Se o Supremo procurar um memorando em três vias de alguma autoridade mandando fazer isso e aquilo, não vai encontrar, por certo. As evidências da cadeia criminosa se encontram na relação que os réus mantinham entre si e na cadeia de subordinação. Imaginar que Delúbio Soares, por exemplo, fosse o nº 1, o nº 2 ou nº 3 do partido é desses delírios ridículos. O Supremo julgue Dirceu como lhe parecer, mas uma coisa é certa. Se deixasse memorando assinado, não seria Dirceu. Porque é quem é, então não deixa. A questão é saber quem articulava a base de apoio do governo e como essa base se aproveitou desse esquema. Isso tudo está devidamente caracterizado.
Os 11 do Supremo estarão, a partir de hoje, acertando menos as contas do Brasil com o seu passado do que estabelecendo um pacto com o futuro. Se o tribunal disser, em nome da nacionalidade, que determinadas práticas são inaceitáveis e serão severamente punidas, então os agentes públicos saberão que certas linhas não devem ser cruzadas. Mesmo aqueles que se virem a tanto tentados podem ser coibidos pelo receio da punição. Se, ao contrário, derem uma piscadela para o vale-tudo, numa interpretação rebaixada, lassa e relapsa do que se entende por um tribunal “garantista”, então as garantias do conjunto dos brasileiros é que vão para o lixo.
É preciso que jamais percamos uma questão de vista: a penca de crimes cometidos tinha um intuito: passar a governar a país por meio de um estado paralelo, financiado por dinheiro ilegal, para atender a uma agenda que estava fora dos limites institucionais.
Por essa razão esse é o mais grave caso de corrupção da história do país e o julgamento mais importante jamais havido no Supremo. Anotem os respectivos nomes dos 11 ministros. Com eles, faremos história e contaremos a história. Vamos ver qual.

Ovos que galinha não botou


Semana passada publiquei um texto do Blog do Juarez Nogueira com o título Manual de sobrevivência do eleitor em eleições repletas de vigaristas e por meio deste faço aqui uma ressalva sobre o "novo na política", de quem nunca se atentou a nada politicamente e agora na "hora H" diz ser a salvação desta cidade, será? Pras regras existem exceções , é verdade, mas quando se trata de política são raras e desconhecidas.

A renovação faz parte em qualquer parte, é arte no jogo. Mas também é verdade que o novo por aqui já nasce velho, na velhacaria de coligações velhas, no vínculo eterno com velhos partidários, em partidos que o único objetivo é a repartição dos lucros, onde os interesses vão além do bem comum e tentam exaustivamente uma Secretaria com porteiras fechadas e cofres incluídos.

Já temos por aí candidatos a vereadores prometendo obras de grandes proporções, com promessas fajutas ao pé do ouvido, de casa, comida e roupa lavada, de emprego garantido na casa da mãe Joana, tudo bem, é verdade que muitas vagas irão surgir, afinal, são mais de 500 contratados, mas bem mais verdade que isso é que existem meios legais para isso, ou seja, concurso público. E verdade bem maior que as anteriores é que função de vereador é legislar, se quer viver de fazer promessas vazias, que tivesse se candidatado a prefeito.

Como dizem; a política transforma homem bom em malandro, mas não transforma malandro em homem bom, e tem muito malandro pregando de bom moço. Há muitos candidatos que não sabem as funções e atribuições do cargo pretendido, no entanto sabe quanto ganha no final do mês, por aí tiramos conclusões.

O novo sem ter mérito é o velho sem ter obra, e igual com igual é a mesma coisa! É ovo que galinha não botou. Se botou está choco!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Manual de sobrevivência do eleitor em eleições repletas de vigaristas

Do Blog do Juarez Nogueira
(Para conhecer o Blog do Juarez Nogueira clique aqui)


1 – O candidato pinta cabelo, barba, cavanhaque? Usa botox? Não vote. Se faz isso é porque já tenta esconder algo dele mesmo. O que não esconderá do eleitor? Político photoshop, de cabelo acaju? Chega! Se não é mentira é boiolagem.
2 – É candidato carismático? Fora! Carisma serve para disfarçar a busca pelo poder, esconder autoritarismo ou incompetência. Ou ambos. Ele não tem inimigos? Não se indispõe com adversários? Então só pode ser candidato a mister simpatia, menos ao cargo pretendido. Psicopatas e estelionatários são simpáticos, sedutores. Lembre-se disso.
3 – Ele se faz de vítima, não responde a ataques? Se responde, culpa a imprensa ou a oposição? É fake, 171! Faz tipo de coitado? Chora e jura? Mentira pura. Não caia na chantagem. Fachada – como tudo na vida – se deteriora de dentro para fora. Não é diferente com as pessoas.
4 – O candidato se vende como político “novo”? Novidade em política é ovo que galinha não botou. Se botou está choco. Pode ver que o “novo” carrega alianças firmadas por velhas coligações, partidos e partidários. Político que se elege prometendo novidade? No Brasil? Este não engana: será fatalmente apenas a mais nova decepção.
5 – O candidato é velho conhecido? Se de velho tem a experiência e a dedicação de uma vida de trabalho a serviço da comunidade, pode até ser. Não quer dizer que é. E quando é, geralmente tem um trabalho social fora e longe da política. Basta pensar nos benfeitores da humanidade: não foi na política que deixaram grandes obras.
6 – O candidato se apresenta como filho de fulano ou de fulana? Desconfie. O filho costuma ser a reedição mais preguiçosa, interesseira, incompetente e piorada do pai ou da mãe. Por pouco, quer valer-se da tradição, do curral eleitoral ou do nome para trepar ao poleiro. Há exceções? Em política, pode crer, são hipotéticas ou desconhecidas.
7 – O candidato faz festa, churrasco, regabofe e boca-livre? Dá ingresso para shows e boates, paga estadia de hotel e motel, paga contas e consulta médica? Aceite, participe, coma e beba de tudo à vontade, usufrua, explore, desbunde! Diga até que votará nele, mas vote em outro. Falsa promessa trocada não dói. Pode ter certeza que o compromisso dele com você e sua comunidade acaba junto com a festa. Depois de eleito, quem faz a festa é ele. Mas quem paga a conta é você!
8 – O candidato faz campanha rica? Gasta muito? Muita publicidade, muita divulgação multimídia, muito brilho e trololó? Comitê, outdoors, banners, cartazes, carros adesivados, brindes? Oba-oba e tatibitate? Ligue o desconfiômetro: é sinal de que o investimento promete lucro muito maior. Para ele, claro. Aí tem. Fuja desses. São os piores.
9 – O candidato age e fala como gente humilde? Faz-se de humilde, de homem do povo, um tipo que nem “nóis”? É truta. Teatro barato. Desmascarar é fácil: elogie bastante a humildade dele. Mas elogie mesmo. Na hora vai se revelar o orgulho sob a capa da humildade. É a deixa. Despache-o.
10 – O candidato fala bonito, é todo prosa? Aí, cuidado redobrado! Costuma ser só clichê, falácia. Discursos tão vazios quanto as promessas de campanha. Candidatos prometem em momentos de euforia como se tudo dependesse da vontade deles apenas. Promessas, lembra o ditado, só as de Cristo. E muito candidato aí jura que é cristão.
11 – O candidato é de alguma igreja? Exconjure. Exorcize. Benza-se. Feche o corpo. De promessas quem vive é santo. Como ninguém o é, inferno e política estão cheios de promessa. Religião – nem escola – dá certificado de caráter. Em religião e política, seja qual for a crença, quanto mais gente de joelhos melhor. Pense nisso e não dobre a espinha.
12 – E o nome de urna do candidato? O nome de urna é divulgado nos santinhos e aparece na urna eletrônica. Este ano, 106 políticos escolheram Lula, 68 candidatas Dilma e 48 vão de Tiririca como o nome de urna, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nome de urna diz muito – e nada – do candidato. Apelidos, diminutivos, termos que forçam afetividade gratuita, associam com artistas ou personagens populares, induzem piadas ou o “voto de protesto”? Mande pras cucuias.
13 – O candidato depende do prestígio de outro político para se eleger? Não tem luz própria, nem mérito. Apague-o nas urnas. Pode saber: o outro é que quer (re)eleger o apadrinhado. É continuísmo, tudo a mesma merda.  
14 – É candidato a vereador, mas promete obras disso e daquilo? Caia fora. Função de vereador é legislar – coisa que poucos ou nenhum fazem. É fiscalizar se as obras e os projetos em execução não foram superfaturados, se atendem aos interesses da população. Outra coisa: vereador não é despachante de uma pessoa ou bairro. Ele tenta a reeleição? Informe-se. Não tem ou teve atuação abrangente? Defendeu e aprovou aumento do próprio salário ou do número de vereadores na câmara contra a vontade do povo? Pé na bunda! A maioria é capacho de prefeito. Ou vê o mandato de vereador como emprego ou profissão, quer status, ascensão social e econômica. A maioria – depois de eleitos –, observe, além de incompetente sofre de mal incurável: a empáfia. Reconhecê-los é fácil: têm soluções para tudo e sempre prometem resolver problemas que não são de sua responsabilidade.
15 – É candidato a prefeito, disputa a reeleição? É simples. Observe a rua em que você mora. Está limpa? Tem capina? Tem coleta de lixo regular? Tem meio-fio, calçamento, calçada, iluminação, rede de esgoto? Ou está sendo maquiada nessa época eleitoral? Você se sente seguro de andar nas ruas a qualquer hora? O trânsito, como está? Há transporte público de qualidade? A rua onde você mora é a cara do prefeito e dos vereadores. Se não está bem, pode ter certeza: prefeitura e câmara estão piores.  
16 – O candidato quer se reeleger proclamando a realização de obras públicas como grandes feitos? É um perdulário. Se fez, não foi mais do que a obrigação dele. Para isso mesmo foi eleito. Para tanto você paga impostos – altos e mal aplicados (quando não desviados em obras superfaturadas), pode ter certeza. Esse tipo age como se o eleitor dependesse dele e não o contrário.
17 – O voto nulo anula a eleição? Não. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que não. Você acha mesmo que patifes políticos vão criar ou aprovar leis contra eles? A lei é premeditada contra o eleitor. Se 60% dos votos forem brancos ou nulos, os 40% de votos dados aos candidatos serão os válidos. Basta um dos candidatos obter 20% mais um desses votos para estar eleito. Em suma, se o voto da minoria é válido, qualquer pilantra está eleito. A eleição só é anulada se houver fraude na votação (por exemplo, compra de voto ou abuso de poder econômico).
18 – Não se deve reeleger candidatos? Políticos e fraldas devem ser trocados sempre, pelo memo motivo. Na internet, circula uma campanha: “Na próxima eleição, troque um ladrão por um cidadão.” Alternância pode ser alternativa, embora tudo no Brasil da última década o desdiga. A cada eleição, vai-se trocando seis por meia dúzia, o menos pior pelo pior ainda. Mas lembre-se: eleitor é o que vota. Cúmplice é quem apoia ou acoberta o crime.
19 – O candidato se diz “de esquerda” mas desfruta do conforto e das benesses do capital? Esse aí, nem precisa dizer. Quer é mamar. Mande-o pentear macaco! Sempre tem macaco – e macaca – de auditório disponível. Fique alerta: esquerda ou direita hoje no Brasil tem a ver apenas com a mão usada para o desvio.
20 – Se diz “de direita” mas apregoa ideologias “de esquerda”? É um demagogo. Mande-o plantar batatas!  De novo: esquerda ou direita hoje no Brasil tem a ver apenas com a mão usada para o desvio.
21 – É de centro e flerta com os “extremos”? Dizem que a virtude está no meio. Resta saber: qual virtude? Candidato em cima do muro. Derrube-o: não vote. Ideologia política no Brasil é que nem peido. Só muda o rabo. O que existe é interesse financeiro, pessoal, projeto de poder.
22 – Ficha limpa adianta? A sociedade organizada bem que tentou... A ficha pode até ser limpa, mas a conta do candidato pode ser suja. O TSE, aparelhado, decidiu aprovar o malfeito e a bandalheira contra o eleitor (saiba por que, aqui). Tem candidato aí levantando slogan de “Honestidade” e “Transparência”. Só não paga os credores. Caloteiro. Que a porta bata onde o sol não bate!
23 – Não sobrou ninguém em que votar? Para quem vai votar, sobrou trabalho de garimpo. Isto é, você precisa ser mais seletivo, esclarecido, participar mais da vida de sua cidade, estado e país. Faça uma visita ao pronto-socorro local, para ver se está tudo bem por lá. Informe-se da violência e das drogas na cidade. Por aí tire suas conclusões. Por fim, lembre-se: na tecla verde da urna eletrônica está escrito CONFIRMA. E não FODA-SE.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pato tem perna curta e mentira também!!!




Mais uma vez a coerência do jogo faz todo sentido do mundo...

No jogo bicho político da semana deu... PATO!

Por que pato? Porque pato é igual mentira, tem perna curta e o pé grande!

Mais uma vez estamos por aí a ouvir o conto do vigário de quem nada fez, na está fazendo e nada fará por essa cidade. A atual Câmara de vereadores é a pior de todos os tempos, sem dúvida alguma, tão ineficaz que fez campanha para a próxima, que de modo algum pode ser tão ruim quanto essa. Digam amém gente! Digam amém!

Os vendedores de ilusão estão nas ruas vendendo tesão pra te dar satisfação, como uma masturbação mental, que até é gostosinho, mas no final gozamos só e em menos de cinco minutos. E o gozo solitário do tijolo na porta da casa, do saco de cimento, da areia, da telha, da cesta básica, da carona para o banco é tão ineficaz quanto mascar chiclete para resolver uma operação de álgebra abstrata, saímos do nada para porra nenhuma, temos um prazer imediato, depois passa e Santana não evolui. Já dizia o poeta: Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que sonha junto é realidade.

Agora, mais uma vez tudo é possível, os projetos são realizáveis, novamente teremos os fiscais do povo, aqueles que fiscalizaram apenas o próprio bolso, agora vão fazer o que não fizeram durante quatro anos...

Como disse: No jogo do bicho político deu pato e pato tem perna curta! Que conhecidência!?!?! 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Asfaltos no buraco...




Pois bem, amigas e amigos do Café com Política, a cada dia que passa, nós, do sul do Pará, estamos cada vez mais isolados dos grandes centros por conta dos inúmeros asfaltos existentes nos buracos de nossas estradas....quer dizer.... bem, você entenderam....

A imagem acima demonstra um pouco a triste realidade da nossa BR 155, de responsabilidade da nossa president‘A’, (com “A” mesmo, como ela gosta) da República, Dilminha.

Como todos sabem, a federalização desta bendita estrada aconteceu em 2009 a pedido do Deputado Federal Zequinha Marinho (PSC), após uma solicitação da então Governadora Ana Júlia Carepa (PT).

A ideia de federalização até poderia ser boa, porém, o resultado foi desastroso. As regiões sul e sudeste continuam entregues às baratas e nossos gritos não chegam até Brasília, pois, por lá, há uma enorme e complexa cachoeira para se desbravar.


Enquanto isso, os “bitrens” das mineradoras que exploram indistintamente nosso subsolo continuam a destruir nossas estradas sem deixar um centavo como contribuição para a manutenção do asfalto.

Recentemente, o Blog foi à Palmas e ficou envergonhado quando fez uma comparação da estrada de lá com a daqui. Ao final, chegamos à seguinte conclusão: o de lá é asfalto; o daqui é falta de respeito.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

O nosso mês de julho já não é o mesmo...


Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará (...)
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo (...)
Composição: Lulu Santos/Nelson Motta

Santana já não é a mesma! Isso é fato.

O nosso mês de julho é bem diferente do que era antes...

Tudo bem, é verdade, ainda temos veraneio, a bagunça geral, a poeira na cara, o ônibus lotado, a felicidade de ver o Araguaia... Mas alguma coisa faltou...

Cadê os filhos de Santana que vinham no mês de julho visitar suas famílias? Não vem mais? Por quê? As famílias também se foram? Ou Santana está tão ruim que nem os vínculos parentescos não fazem mais sentido? Cadê o turista?

É! Santana já não é a mesma! Mas Barreira dos Campos ainda é! Ainda é o mesmo distrito esquecido durante 11 meses do ano e lembrado no mês de julho pelos governantes, até pelo o seu representante maior (pelo menos é o que dizem as cartas soltas nas ruas como folhetim, quase pornográficas) (Esse ano com um detalhe absurdo, cadê a velha maquiagem na PA 411?). O Rio Araguaia continua lindo, esse as águas mudam, o curso muda, mas a beleza continua a mesma, tirando as latas de cervejas que descem rio a baixo...

A beleza disso tudo está na união do povo santanense, no nosso prazer imediatista por festas, como se fossem nossa maconha psicológica, que nos faz feliz por alguns instantes e depois nos mata aos poucos...

Então meus caros e caras amantes do Rio Araguaia banharemos nessas águas que banha nossa alma e leva nosso sonho ao mar e leva tudo mais que há...

Rosane e a magia vermelha

Navegando pelo o "Blog do Juarez" encontrei esse texto de "Guilherme Fiuza", a respeito da aparição fantasmática de Rosane Collor no Fantástico nesse último domingo (15/07) e resolvi publicá-lo aos leitores   "Bicho de Pé". Vamos ao texto:

Rosane Collor reapareceu em grande estilo. Em nome de Jesus, foi ao “Fantástico” pedir o aumento da pensão que Fernando lhe paga.
A ex-primeira-dama está indignada. Contou que tem amigas divorciadas recebendo R$ 40 mil de pensão, e nenhuma delas é ex-mulher de senador ou de ex-presidente da República. Rosane está sobrevivendo com míseros R$ 18 mil que Collor lhe dá.
Esse flagrante de desigualdade social há de comover o Brasil. E vem revelar a penúria dos herdeiros do esquema PC, provando que a gangue da Casa da Dinda era um grupo colegial perto dos profissionais de hoje.
Paulo César Farias extorquia empresários para reforçar o caixa presidencial e usava a LBA para empregar aliados. Santa inocência. Esse prontuário hoje não derrubaria nem o topete da presidente.
Carlinhos Cachoeira, o PC do século 21, mandava no Dnit – um dos órgãos mais ricos do governo federal. Dnit cujo diretor atendia a um emissário do PT para coletar verbas para a campanha de Dilma Rousseff.
Cachoeira era sócio clandestino da empreiteira que dominava o PAC, principal programa de obras do governo popular. Enquanto repassava dinheiro a empresas fantasmas do bicheiro, a empreiteira Delta recebia imunidade do governo Dilma – cometendo superfaturamentos em série sem ser afastada do PAC.
Diante de um esquema desses, PC e Collor ficariam assistindo de calças curtas e chupando pirulito.
Chega a dar pena de Rosane e seu marido trancados no porão fazendo magia negra contra os inimigos, vendo-se que hoje basta a presidente demitir meia-dúzia de aloprados para enfeitiçar toda uma nação (ou uns 80% dela).
O casal Collor não conhecia os poderes da magia vermelha.
Cachoeira é defendido pelo ex-ministro da Justiça de Lula e a CPI dá vida mansa à Delta e aos seus padrinhos federais. Profissionalismo é isso aí. Daqui a dez anos, nenhuma herdeira do esquema vai precisar mendigar aumento de pensão em público.

O preço da mudança


Caro amigo Yure na necessidade de produzirmos reflexões que dividir este texto que talvez retrate o momento que vive Santana, desde já agradeço a publicação do texto que recebi de um amigo professor Adilson Nobre Maranhão.



O preço da mudança não está inscrito no níquel ou na moeda dos poderosos que pretendem o poder. Nem no boi comido do fazendeiro do imediatismo de sua pretensão ilusória do real capitalismo imbuído na ganância do problema da fome por eles causado no modelo corrompido pelo qual fazem política. Ou do presente de grego, como a raposa que quer pegar a galinha dos ovos de ouro, como acontece nas datas festivas.


Quando a realidade não está batendo com as expectativas daqueles que a alto preço pagam pelo sistema que remonta a dinâmica social de um povo, o que resta é mudar. No entanto, muitas armadilhas de faces semelhantes se escondem em novas nuances, cujas pistas se revelam em posturas ou no vazio de pretensas palavras que articulam na sombra de capitalistas no sentido de “comprar” o poder. O povo é testemunha de muitas experiências tais quais aqui citadas nas subentendidas linhas.

Estou me referindo aos casos de compra de votos que põe especuladores, capitalistas e aventureiros no poder – cotados pelo poder potencial do tamanho do bolso; o que compromete a democracia, o bem estar social e qualidade de vida, porque subtrairão, no futuro, os recursos em proveito próprio ou usam-no em “articulações políticas” no sentido de se garantir, ou manter suas bases políticas “obscuras”.

Não é em termos gerais, mas o que esperar de indivíduos que, em suas palavras revelam a ignorância, ou creem que outros achem que seus longos anos de experiências reprovadas seja tábua de salvação? “Homem sem saber, mundo às escuras”, assim dizia Baltazar – em A arte da Prudência. Já um pensador indiano estava mais certo ainda quando afirma “O que me preocupa não é o grito dos maus. É sim o silêncio dos bons” diante do que acontece e do progresso do mal.

O preço da mudança não se encontra quando se deposita confiança em capitalistas especuladores, agiotas, fazendeiros oportunistas ou atravessadores de deputados (-as) que se elegeram a título de ações espúrias da mão invisível da corrupção ativa de municípios que (tal qual), sofreram as consequências pela evasão da riqueza dos povos de lá ou de cá.

Muitos não tem ideia de política pública, mas são mestres em política partidária. Que, com o dinheiro de todos, governam pra facção. Quem só enxerga pelo viés da política partidária, não governará para todos, e sim para uma “parte” e alguns empresários que enriquecem com o sistema.

Consequentemente não planejará para o desenvolvimento, porque a pedra no caminho chamada “corrupção” é o grande e “deleitoso” problema.

O preço da mudança está na liberdade, consciência e cidadania expressa no protesto de romper com o modelo pernicioso que pretende perpetuar.

Barromeu

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sinais de corrupção...


Esse texto recebi hoje do professor Barromeu. Sendo assim um texto de grande valia aos leitores do "Bicho de Pé" resolvi publicá-lo como post no Blog.
Vamos ao texto...

Preste atenção aos sinais que os prefeitos corruptos emitem, os principais são: 

1.Sinais exteriores de riqueza: Quando eleito, amigos e parentes exibem bens de alto valor, adquiridos de uma hora para outra, como pick-ups (SUV's), imóveis de luxo em São Luís (ou fazendas no interior) e todos os filhos passam a estudar Medicina em universidades particulares. É o chamado "kit prefeito". Desconfie também quando o padrão de consumo não for compatível com a renda, como grandes viagens, festas ou despesas em bares e restaurantes.

2.Resistência a prestar contas: Se o prefeito dificulta o acesso à informação, especialmente sobre os gastos da Prefeitura, desconfie. Por lei, todo cidadão tem direito a esse tipo de informação. No caso do Maranhão, o TCE-MA através da IN nº 09/2005, informa que o município deve deixar à disposição da população, no serviço de contabilidade, uma cópia da prestação de contas do exercício anterior.

3.Falta crônica de verba: O orçamento da Prefeitura é calculado para cobrir os serviços básicos da cidade. Sinais de abandono ou negligência podem ser indicadores de má administração ou desvio de recurso público.

4.Parentes e amigos empregados: Uma dos artifícios mais utilizados para o pagamento de favores de campanha é a contratação de correligionários, amigos e parentes no serviço público sem necessidade real.Ou seja, a Prefeitura é utilizada para empregar cabos eleitorais e lideranças cooptadas durante a campanha eleitoral. São os famigerados "acordos".

5.Não divulgação dos gastos públicos (falta de transparência): A Lei Orgânica do Município obriga o prefeito a divulgar diariamente o movimento do caixa do dia anterior. Ele também deve tornar público o balancete mensal da Prefeitura.

6.Transferências de verbas orçamentárias: Remanejamentos de grandes somas são suspeitos. Desconfie de transferências de verbas acima de 5%. O prefeito pode subverter todas as prioridades originais com grandes transferências entre as rubricas. Isso pode em algumas situações ser feito para atender necessidades emergenciais, mas na maioria das vezes é feita para atender interesses eleitorais e pessoais dos prefeitos. É preciso uma análise cuidadosa das transferências, e elas deveriam ser analisadas pela Câmara Municipal.

7.Perseguição a outros administradores honestos: Os corruptos tentam eliminar qualquer obstáculo ao seu esquema de enriquecimento ilícito. Um sinal de que há corrupção é quando há perseguição a administradores honestos.

Se o seu prefeito comete pelo menos um desses "pecados" fique de olho, reúna provas e denuncie.

BARROMEU

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Política Nacional: Demóstenes Torres é cassado

Enfim um ato nobre na "históriadestepaiz"...

O Senado cassou o mandato de Demóstenes Torres por um placar bastante eloquente: 56 votos a 19, com 5 abstenções. Um único senador, que já estava de licença, não votou. Ninguém faltou à sessão. Está proibido de se candidatar a cargo eletivo por oito anos a partir do fim do seu mandato, que expiraria em 2018 — foi reeleito em 2010. A punição se estende até 2026, e ele só poderá se apresentar ao eleitorado, mantido o atual calendário, em 2028, já que não há eleições em 2027. Na prática, foi banido das urnas por 16 anos. Termina de modo melancólico — e emblemático — a carreira política de um homem que parecia talhado para tarefas até maiores do que as compreendidas num mandato parlamentar.